Mostrando postagens com marcador Vilas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vilas. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Freguesias/Antigos Concelhos
Montoito (actual Concelho do Redondo)
Oriola (actual Concelho de Portel)
Vimieiro (actual Concelho de Arraiolos)
Cano (actual Concelho de Sousel)
Pavia (actual Concelho de Mora)
Pretende este governo extinguir de uma penada milhares de freguesias. Mais que provado está que não são estas que contribuíram para o descalabro das finanças públicas. Pelo contrário, as juntas de freguesia, através de milhares de cidadãos, com trabalho essencialmente voluntário, resolvem problemas quotidianos que, se fossem pagos, ou deixariam de ser feitos ou custariam muitos milhões.
Para além disso, há a identidade das populações que perdura através dos tempos. Muitas delas existiam ainda antes da nacionalidade, que já vai longa, quer se chamassem freguesias ou simplesmente paróquias.
Recordemos, pelas imagens, algumas que foram concelhos por centenas de anos, muitas delas extintas em 1836. Em muitas ainda se veem símbolos do antigo poder municipal ou reminiscências deste: a torre, quase sempre com o relógio, o edifício dos paços do concelho que também servia de tribunal, bem como a antiga cadeia, numa praça pública, antigamente apenas praça, frequentemente chamada Praça da República após o 5 de Outubro, que agora alguns também querem esquecer.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Vila Nova da Baronia
Apesar de ser bastante antiga tem o nome de Vila Nova. Foi antigo concelho, extinto em 1836. Da baronia porque pertenceu aos domínios do 1º barão, depois conde-barão de Alvito. A igreja matriz, de finais do século XVI é enorme, provavelmente para demonstrar o poder do barão. Ainda se vêem outros edifícios como a antiga câmara municipal com uma torre sineira. Por dentro, as igrejas têm frescos e outras pinturas, mas como é habitual está quase tudo fechado.
domingo, 27 de setembro de 2009
O Castelo de Alter do Chão

Provavelmente construído em local já usado na época romana (em Alter há numerosos vestígios de construções romanas e bem perto ainda está em uso para o trânsito, a ponte romana de Vila Formosa) é construído na época califal e depois remodelado, tendo o aspecto actual das obras efectuadas no tempo de D. Pedro I. A vila tinha como senhor o próprio rei, tendo sido doada a D. Nuno Álvares Pereira e depois integrado na Casa de Bragança.
D. Pedro, que teve o cognome de Justiceiro, foi também conhecido como Pedro O Cru ou Cruel, à semelhança do seu sobrinho rei de Castela. Fernão Lopes conta-nos vários episódios deste rei conhecido pelos seus amores por Inês que, ora numa noite mandava fazer um baile com o povo em Lisboa, onde ele próprio entrava na folia, ora fazia justiça com castigos severos.
Fernão Lopes, na Crónica de el-Rei D. Pedro refere alguns critérios:
Era ainda el-rei Dom Pedro muito cioso, assim de mulheres de sua casa, como de seus officiaes e das outras todas do povo, e fazia grandes justiças em quaesquer que dormiam com mulheres casadas ou virgens, e isso mesmo com freiras.
O autor cita casos como o do bispo do Porto que dormia com a mulher de um cidadão e que mandou despir o bispo e só não o chicoteou por intervenção de alguns nobres que o avisaram que poderia ter problemas com o Papa. Mas em relação a um seu escudeiro foi mais longe:
E como quer que o el-rei muito amasse, mais que se deve aqui de dizer, posta de parte toda bemquerença, mandou-o tomar dentro em sua camara, e mandou-lhe cortar aquelles membros que os homens em mór preço tem: de guisa que não ficou carne até aos ossos, que tudo não fosse corto. E pensaram Affonso Madeira, e guareceu, e engrossou em pernas e corpo, e viveu alguns annos engelhado do rosto e sem barbas, e morreu depois de sua natural morte.
Ouvi também contar uma outra história, esta em Alter do Chão, certamente neste castelo. Estava o rei a olhar para o movimento das mulheres que iam ao chafariz (suponho que o mesmo chafariz que estava encostado ao castelo e que foi daqui “deslocado” há algumas décadas) quando ouviu uma mulher chamar outra que tinha por alcunha a “forçada”. Intrigou-se o rei e logo mandou chamar a mulher à sua presença, que lhe disse que quando era mais nova tinha sido “forçada” (violada) por um homem com quem depois casou e teve filhos. De imediato o rei quis fazer Justiça e condenou o homem à forca. Bem chorava a mulher dizendo que gostava muito do marido, que el-Rei não se comoveu e mandou executar a sentença.
Mas este castelo, para mim, traz-me outras recordações. Vivi em Alter até aos oito anos. O meu pai era tesoureiro da Fazenda Pública e da Câmara e Caixa Geral de Depósitos (imagine-se o “movimento” financeiro que a Câmara ou CGD tinham nessa altura!) e era delegado (ou qualquer cargo com um nome parecido) da Casa de Bragança para este castelo, cargo simbólico e não remunerado. Tinha a chave do Castelo! E, também por isso, este era o meu modelo de castelo e não o castelo de Guimarães, o modelo oficial da ideologia nacionalista. Mas, mais do que isso, quando ia para a escola primária que ficava noutra ponta da vila (nessa época andava-se a pé e sem os pais a acompanhar), ia cumprimentar o guarda do Castelo e dava uma volta pelas zonas que não estavam em risco de demolição. Hoje sei que foi restaurado e que tem lá dentro um museu.
Ver sobre D. Pedro I, a Chronica de el-Rei D. Pedro I, de Fernão Lopes: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=70689
E sobre o castelo: http://www.triplov.com/historia/fernao_lopes/D-Pedro/index.htm
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Cabeço de Vide





São muitos os antigos concelhos que foram suprimidos após a Revolução Liberal. Cabeço de Vide é um deles, mas conserva ainda edifícios, monumentos e espaços reveladores da antiga vila.
A igreja do Espírito Santo, com características do chamado manuelino-mudéjar e um portal renascentista, bem como, bem perto, as termas da Sulfúria, exploradas desde a época romana, pelo menos, sacralizadas popularmente, como quase todas as "águas santas" deste país.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Ainda as Galveias




A freguesia das Galveias é considerada uma das mais ricas do país. Recebeu uma herança da família Marques Ratão com propriedades, herdades e prédios urbanos, nos concelhos da Ponte de Sor, Avis, Estremoz, Borba, Crato, Monforte, Lisboa ...
Quando era pequeno ouvia falar da lenda do Marques Ratão. Ia à feira de Sousel quase como um pobretana, trazia a merenda de casa para não gastar mais. A feira de S. Miguel era famosa e ainda me lembro da enorme feira do gado, com centenas e centenas de mulas e machos, cavalos, ovelhas ... Era um dos sítios onde se faziam negócios nos tempos em que a agricultura no Alentejo dava para fazer grandes fortunas e misérias para a maioria. Dizia-se que Marques Ratão emprestava dinheiro a juros a grandes proprietários que gastavam o dinheiro a seu belo prazer em Lisboa e em Espanha. Não sei se seria só lenda.
A Junta de Freguesia administra essa herança. A CDU ganha aí as eleições.
Galveias tem um conjunto de equipamentos sociais dignos de inveja neste pobre interior de Portugal.
Perguntas: O que é urbano e o que é rural? O que é participação cívica?
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Vimieiro
domingo, 29 de março de 2009
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Pavia. A cultura permanece.
Anta em Pavia. Capela de S. Dinis.
As antas ou dolmens têm milhares de anos (4000... 6000 ...), foram feitas por sociedades agro-pastoris. A orientação é Leste-Oeste, de acordo com o ciclo solar, orientação que as igrejas cristãs também tomaram.
Era também, até há décadas, uma sociedade agro-pastoril que dominava no Alentejo. Certamente mais civilizada, isto é com técnicas mais eficientes, inserida num mundo industrial que quase não chegava aqui e também mais hierarquizada. Fernando Namora, enquanto médico por estas bandas, descreveu-a em romances que vale a pena ler.
De dólmen passou a capela, manteve-se o culto; alterou-se a superfície, ficou o essencial.
Até hoje!?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Pavia. Igreja Matriz
Assinar:
Postagens (Atom)




















