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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

São Brás e a devoção popular em Tavira








São Brás era médico na Arménia, tornou-se bispo e mártir.
Cura doenças da garganta, problema que sempre afectou quem tem poucos recursos.
Nesta igreja ou ermida em Tavira há uma senhora que cuida dela como se fosse a sua casa, que é, e que não se poupa em relação à sua manutenção. Provavelmente a decoração não será das mais canónicas, nem sequer é um daqueles museus fechados onde não se pode tirar sequer uma fotografia. Se não houvesse pessoas assim provavelmente já estaria em ruínas. Afinal nestas ermidas, quem sempre cuidou delas foram as populações.
Faz lembrar um pequeno teatro.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ruas de Tavira






A toponímia antiga revela quase sempre qualquer coisa sobre o local, quem ali vivia, o que se fazia.
A rua Borda D'Água da Asseca é bem explícita: junto ao rio que até aqui se chama Gilão e depois passa a ser Asseca ou Séqua, sendo asseca ou acéquia um curso de água.
A história dos fumeiros não a conheço; o que sei é que havia (e há)uma técnica de conservar a carne ou o peixe através do fumo. E Tavira era uma cidade portuária e exportadora.
Sobre a Corujeira é que não conheço a história nem adianto palpites.




quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tavira. Telhados de tesouro


Telhados de tesouro (de quatro águas) em Tavira. Segundo Orlando Ribeiro são de influência indiana (goesa). Estas gentes noutros tempos circulavam por todo o lado. Tinham negócios no Norte de África ( e tal como os de lá também pirateavam), na Índia, no Brasil, andavam na pesca do bacalhau ... Os Corte Real que teriam descoberto a costa do Canadá eram de Tavira.
O rio (?) aqui chama-se Gilão. Mais a montante chamam-lhe Asseca. Numa placa na ponte da via do Infante aparece o nome rio Séqua. Quem ler esse nome pode pensar que é de origem latina. Simplesmente quem pôs a placa não ligou à população, presumindo talvez que fossem uns ignorantes analfabetos. Ora as pessoas têm razão: asseca, acéquia, é uma palavra de origem árabe que significa curso de água.