Manifestação gigantesca de professores obriga a nova alteração de percurso
Concentração e plenário nacional no Terreiro do Paço, com manifestação para o Marquês de Pombal
14.30 horas: Concentração no Terreiro do Paço
15.00 horas: Plenário Nacional de Professores
16.00 horas: Manifestação Nacional que passará por Rossio, Restauradores, Avenida da Liberdade e Marquês de Pombal
17.30 horas: Aprovação da Resolução da Manifestação e encerramento da iniciativa
Tendo em consideração a previsível dimensão do Plenário e da Manifestação Nacional de Professores marcados para o dia 8 de Novembro, tendo como indicadores a mobilização que existe nas escolas e o número de autocarros que ultrapassa os utilizados em 8 de Março de 2008 (cerca de 600 em Março de 2008; já se atingiram os 700 a dois dias de 8 de Novembro de 2008), o local de concentração e o percurso da manifestação tiveram de ser novamente alterados.
Todos ao Terreiro do Paço!
in http://www.fenprof.pt/
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Chegou a hora!
Esta semana é fundamental.Está na hora de tomar posições.
Já dezenas de escolas, e o número está a aumentar, tomaram posição em relação a este modelo de avaliação. Há que aumentar o número e mostrar que os professores não podem vergar em relação ao irracionalismo, à invasão da privacidade, à perda de direitos, à disparidade de critérios, à arbitrariedade.
Como poderemos ser professores se nos humilharmos todos os dias?
Como poderemos ser professores se deixarmos que a arbitrariedade acabe com o que de melhor tem o nosso sistema de ensino?
Vamos a esta.
E se for preciso, e será certamente, vamos dia 15.
Não dá é para escolher só esta ou aquela data.
É preciso concentrar esforços.
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Manifestação dia 8 de Novembro
TODOS NO DIA 8 DE NOVEMBRO
EM UNIDADE, OS PROFESSORES SERÃO MAIS FORTES PARA DERROTAREM A POLÍTICA EDUCATIVA DO GOVERNO
A FENPROF saúda o facto de ter sido possível chegar a acordo com três movimentos (APEDE, MUP e PROMOVA) no sentido de se realizar apenas uma grande iniciativa nacional de Professores - Plenário seguido de Manifestação, com trajecto ainda a definir - no dia 8 de Novembro. A FENPROF regista o tom construtivo e de procura de consensos e soluções que caracterizou a reunião do dia 29 de Outubro, sem prejuízo das diferenças de opinião e de análise críticas de parte a parte.
A FENPROF tudo fará para manter em aberto todas as vias de diálogo com a certeza de que a unidade de todos os professores e educadores num momento particularmente difícil assim o exige.
O Secretariado Nacional da FENPROF.
EM UNIDADE, OS PROFESSORES SERÃO MAIS FORTES PARA DERROTAREM A POLÍTICA EDUCATIVA DO GOVERNO
A FENPROF saúda o facto de ter sido possível chegar a acordo com três movimentos (APEDE, MUP e PROMOVA) no sentido de se realizar apenas uma grande iniciativa nacional de Professores - Plenário seguido de Manifestação, com trajecto ainda a definir - no dia 8 de Novembro. A FENPROF regista o tom construtivo e de procura de consensos e soluções que caracterizou a reunião do dia 29 de Outubro, sem prejuízo das diferenças de opinião e de análise críticas de parte a parte.
A FENPROF tudo fará para manter em aberto todas as vias de diálogo com a certeza de que a unidade de todos os professores e educadores num momento particularmente difícil assim o exige.
O Secretariado Nacional da FENPROF.
Visitas de estudo
Visitas de estudo
Com todo este enredo destes “alumbrados” que mandam, estão cada vez mais em causa as visitas de estudo. E a contradição é evidente: os programas das disciplinas aconselham a fazer dezenas de visitas de estudo, o dinheiro para pagá-las só aparece do bolso de alguns, que não do Estado, e os professores são cada vez mais penalizados por fazê-las, por causa deste estatuto que foi decidido mas não discutido, por causa destas inúmeras regulamentações e interpretações a que estamos sujeitos e por causa destas mentalidades anteriores à segunda metade do século XVIII. E destas avaliações penalizadoras , sem eficácia e sem sentido.
Agora, se algum professor fizer uma visita de estudo, tem que deixar planos e repor aulas para os alunos de outras turmas. Imagine-se o que é fazer um intercâmbio com escolas estrangeiras, coisas normais em qualquer país europeu, coisas normais noutros países que assim vão aproveitando os subsídios europeus que nós, dirigidos por gente que se acha inteligente a si própria, desperdiçamos a favor dos outros. Ainda por cima num país que esteve tão isolado durante tanto tempo e que precisa desesperadamente de ter gente mais conhecedora e mais aberta.
É o provincianismo suburbano que manda em nós. Nem são rurais, que aliás desprezam, nem têm consciência do que é ter acesso a uma cidadania.
Há quem não faça, ou não queira fazer ideia, do que é organizar uma visita de estudo. A preparação necessária, a planificação (não a do papel para mostrar) dos tempos, dos lugares, das necessidades, dos objectivos, dos meios, transportes e outros, dos contactos, do conhecimento prévio do terreno, dos orçamentos, das imprevisibilidades, etc. E o estar naquele, ou naqueles dias, com uma atenção permanente e o resolver dificuldades inesperadas
Também não conhecem o gozo de verem gente nova espantada com as coisas que há no mundo!
Há quem não faça ideia da falta de oportunidades dos alunos de conhecerem isto ou aquilo. Não é só uma questão de dinheiro. Quantos alunos não dizem que já foram a Lisboa mas afinal só conhecem os hipermercados. Não terão direito a conhecer outras coisas? Ou será que conhecer arte, música, património etc. estará só destinado àqueles que já pertencem à elite?
Se perguntarmos a ex-alunos do que é que se lembram da escola, passados uns anos do que é que se lembram? Recordam-se de um ou outro professor que os influenciaram, têm saudades dos intervalos e dos colegas, lembram-se também de alguns maus momentos. E lembram-se das visitas de estudo em que aprenderam alguma coisa.
Por favor. Que haja algum bom senso, mesmo que não haja visão e, já agora, um pouco de cultura.
Com todo este enredo destes “alumbrados” que mandam, estão cada vez mais em causa as visitas de estudo. E a contradição é evidente: os programas das disciplinas aconselham a fazer dezenas de visitas de estudo, o dinheiro para pagá-las só aparece do bolso de alguns, que não do Estado, e os professores são cada vez mais penalizados por fazê-las, por causa deste estatuto que foi decidido mas não discutido, por causa destas inúmeras regulamentações e interpretações a que estamos sujeitos e por causa destas mentalidades anteriores à segunda metade do século XVIII. E destas avaliações penalizadoras , sem eficácia e sem sentido.
Agora, se algum professor fizer uma visita de estudo, tem que deixar planos e repor aulas para os alunos de outras turmas. Imagine-se o que é fazer um intercâmbio com escolas estrangeiras, coisas normais em qualquer país europeu, coisas normais noutros países que assim vão aproveitando os subsídios europeus que nós, dirigidos por gente que se acha inteligente a si própria, desperdiçamos a favor dos outros. Ainda por cima num país que esteve tão isolado durante tanto tempo e que precisa desesperadamente de ter gente mais conhecedora e mais aberta.
É o provincianismo suburbano que manda em nós. Nem são rurais, que aliás desprezam, nem têm consciência do que é ter acesso a uma cidadania.
Há quem não faça, ou não queira fazer ideia, do que é organizar uma visita de estudo. A preparação necessária, a planificação (não a do papel para mostrar) dos tempos, dos lugares, das necessidades, dos objectivos, dos meios, transportes e outros, dos contactos, do conhecimento prévio do terreno, dos orçamentos, das imprevisibilidades, etc. E o estar naquele, ou naqueles dias, com uma atenção permanente e o resolver dificuldades inesperadas
Também não conhecem o gozo de verem gente nova espantada com as coisas que há no mundo!
Há quem não faça ideia da falta de oportunidades dos alunos de conhecerem isto ou aquilo. Não é só uma questão de dinheiro. Quantos alunos não dizem que já foram a Lisboa mas afinal só conhecem os hipermercados. Não terão direito a conhecer outras coisas? Ou será que conhecer arte, música, património etc. estará só destinado àqueles que já pertencem à elite?
Se perguntarmos a ex-alunos do que é que se lembram da escola, passados uns anos do que é que se lembram? Recordam-se de um ou outro professor que os influenciaram, têm saudades dos intervalos e dos colegas, lembram-se também de alguns maus momentos. E lembram-se das visitas de estudo em que aprenderam alguma coisa.
Por favor. Que haja algum bom senso, mesmo que não haja visão e, já agora, um pouco de cultura.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Não há machado que corte
Livre (não há machado que corte)
Música: Manuel Freire
Letra: Carlos de Oliveira
Intérprete: Manuel Freire
Não há machado que corte
a raiz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão
Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre
Música: Manuel Freire
Letra: Carlos de Oliveira
Intérprete: Manuel Freire
Não há machado que corte
a raiz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão
Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre
Em Évora também é assim
A Escola Secundária André de Gouveia já tomou posição.
Na Escola Secundária de Severim de Faria a maioria dos professores também assinou este texto:
MOÇÃO A FAVOR DA SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DO NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO
Exmoº Senhor Presidente do Conselho Pedagógico
da Escola Secundária de Severim de Faria,
Constatam os docentes deste estabelecimento de ensino que o Modelo de Avaliação proposto pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008, a que todos estamos sujeitos durante este ano lectivo, prova ser um modelo, acima de tudo, inexequível, burocratizado e gerador não da qualidade que se deseja, mas de inevitáveis conflitos entre pares, não contribuindo para um melhor funcionamento da Escola, para a sua estabilidade ou para o sucesso dos alunos, mas sim para a sua descredibilização e degradação.
Este Modelo de Avaliação, penalizador para todos os seus intervenientes também não foi criado, a nosso ver, com o objectivo de melhorar as práticas docentes, mas para influenciar o resultado escolar dos alunos: o docente é directamente responsabilizado pelo sucesso ou insucesso dos alunos e da Escola quando, de facto, as avaliações são apenas propostas em Conselho de Turma, órgão que decide a avaliação final de cada aluno.
Outro dos objectivos deste Modelo é o de preencher ou esvaziar lugares, em cotas previamente estabelecidas, no que respeita a classificações mais elevadas, servindo interesses economicistas. O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de injustiça e parcialidade, devido aos “acertos” impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de Excelente e Muito Bom, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista de um Modelo não formativo, mas classificativo e limitador da progressão na carreira. E como serão atribuídos os Muito Bons e Excelentes quando o Modelo não é equitativo e não tem em consideração as diferentes variantes e variáveis a que o docente está sujeito em cada ano lectivo? De acordo com a legislação sobre matéria de concursos que se prepara para ser implementada, os professores em situações futuras de concurso, poderão vir a ser prejudicados, visto que a referida legislação pretende adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução desta nova variável, a classificação obtida na avaliação de desempenho.
Sendo um Modelo complexo, complicado e confuso que rouba cada vez mais tempo à preparação efectiva do trabalho lectivo, à reflexão necessária à ponderação de tantos aspectos que não são “contáveis” nem “contabilizáveis” na relação pedagógica com os alunos, são várias as questões que se nos colocam, que o tornam injusto e impraticável, não valorizando, mas penalizando, de facto, o trabalho dos docentes.
Não se questiona a necessidade da avaliação do desempenho e considera-se de grande importância que esta questão seja debatida, a nível nacional, por todos os seus intervenientes na busca de um Modelo justo e amplamente discutido e aceite pelos docentes.
Questiona-se, sim, que a avaliação de desempenho e a progressão na carreira dos docentes seja baseada em itens, como o abandono escolar (directamente ligado ao background sócio-económico e familiar do aluno), o sucesso alcançado (sem ter em consideração que cada aluno e turma têm as suas especificidades) e a avaliação final dos alunos (da responsabilidade do Conselho de turma e não do docente em si) .
Questiona-se, também, o tipo de avaliação preconizada, isto é, entre pares. Qualquer especialista em avaliação aponta, como princípio básico, que NUNCA a avaliação deve ser efectuada por pares, pois é geradora de conflitos e de mal-estar entre colegas, de uma carga maior de parcialidade, podendo criar desigualdades e injustiças entre avaliados:
- a maioria dos avaliadores não recebeu formação adequada para avaliar os seus pares, não tem qualquer experiência a esse nível, não vai ser avaliado, como previsto, por um inspector, existindo também a situação de vários avaliadores serem de grupos disciplinares diferentes dos avaliados, não ficando garantida a equidade e justiça necessárias a um processo de avaliação;
- a avaliação dos professores vai ser realizada por outros professores, parte pessoalmente interessada na avaliação dos seus colegas. Se existem quotas para as classificações mais elevadas, que garantia de isenção e justiça nos pode merecer a avaliação feita? As observações de aulas e apreciação de materiais apresentados não serão feitas com base na amizade/inimizade pessoal? Quantos “ajustes de contas” se realizarão ao abrigo deste modelo de avaliação?
Não esquecer que, fruto dos critérios estabelecidos no primeiro Concurso de Acesso a Professor Titular, a carreira foi dividida em dois patamares, a dos “professores titulares” e a dos “professores”, valorizando-se apenas a ocupação de cargos nos últimos sete anos, independentemente de qualquer avaliação da sua competência pedagógica, científica ou técnica e certificação da mesma. Ficaram de fora muitos professores com currículos altamente qualificados, com anos de trabalho dedicado ao serviço da educação e com investimento na sua formação pessoal, gerando nas escolas muitas injustiças. Criaram-se nas escolas situações incríveis como, por exemplo, alguns avaliadores possuírem formação científico-pedagógica e académica inferior à dos avaliados.
Questiona-se, ainda, a quantidade e variedade de reuniões, planos, relatórios, grelhas, dossiers, portefólios e todo um conjunto de documentos que burocratizam todo o processo e afastam os professores da função científico-pedagógica inerente à sua profissão, para além de lhes aumentar descontroladamente a carga horária que fica muito acima das trinta e cinco horas semanais de trabalho.
Questiona-se essa carga horária, não apenas no número de horas previsto para o trabalho individual, que é manifestamente insuficiente face à quantidade de tarefas que se exige, desde a planificação às estratégias, à elaboração e correcção de todo o tipo de testes, à reformulação do trabalho, mas também às horas previstas para os avaliadores planificarem, acompanharem, observarem, reflectirem, avaliarem (quarenta e cinco minutos por semana) e serem, ainda, coordenadores de Departamento, Directores de Turma, Membros da Comissão de Avaliação, participarem no Conselho Pedagógico ou noutras comissões, para além de serem, também, docentes das suas turmas, com todo o trabalho a isso inerente. E que dizer do facto da delegação de competências estar agora dependente da publicação do orçamento de estado…?
Estas e muitas outras questões, que estão subjacentes a este Modelo, levam a que os docentes desta Escola estejam solidários e concordantes num sentimento comum de desagrado e total discordância do mesmo, decidindo solicitar ao Conselho Pedagógico:
1 – uma tomada pública de posição contra o Modelo de Avaliação preconizado pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008;
2 – que exija ao Ministério da Educação a suspensão imediata de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação preconizada por este modelo, enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enfermam o referido modelo de avaliação não forem clarificadas e corrigidas por parte do ME, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do desempenho profissional dos seus agentes;
3 – que se cumpra rigorosamente o horário de trabalho fixado por lei, respeitando também escrupulosamente, as suas diferentes componentes;
4 – a ampla divulgação desta Moção a favor da Suspensão da aplicação do Modelo de Avaliação.
Escola Secundária de Severim de Faria, 24 de Outubro de 2008
Na Escola Secundária de Severim de Faria a maioria dos professores também assinou este texto:
MOÇÃO A FAVOR DA SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DO NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO
Exmoº Senhor Presidente do Conselho Pedagógico
da Escola Secundária de Severim de Faria,
Constatam os docentes deste estabelecimento de ensino que o Modelo de Avaliação proposto pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008, a que todos estamos sujeitos durante este ano lectivo, prova ser um modelo, acima de tudo, inexequível, burocratizado e gerador não da qualidade que se deseja, mas de inevitáveis conflitos entre pares, não contribuindo para um melhor funcionamento da Escola, para a sua estabilidade ou para o sucesso dos alunos, mas sim para a sua descredibilização e degradação.
Este Modelo de Avaliação, penalizador para todos os seus intervenientes também não foi criado, a nosso ver, com o objectivo de melhorar as práticas docentes, mas para influenciar o resultado escolar dos alunos: o docente é directamente responsabilizado pelo sucesso ou insucesso dos alunos e da Escola quando, de facto, as avaliações são apenas propostas em Conselho de Turma, órgão que decide a avaliação final de cada aluno.
Outro dos objectivos deste Modelo é o de preencher ou esvaziar lugares, em cotas previamente estabelecidas, no que respeita a classificações mais elevadas, servindo interesses economicistas. O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de injustiça e parcialidade, devido aos “acertos” impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de Excelente e Muito Bom, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista de um Modelo não formativo, mas classificativo e limitador da progressão na carreira. E como serão atribuídos os Muito Bons e Excelentes quando o Modelo não é equitativo e não tem em consideração as diferentes variantes e variáveis a que o docente está sujeito em cada ano lectivo? De acordo com a legislação sobre matéria de concursos que se prepara para ser implementada, os professores em situações futuras de concurso, poderão vir a ser prejudicados, visto que a referida legislação pretende adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução desta nova variável, a classificação obtida na avaliação de desempenho.
Sendo um Modelo complexo, complicado e confuso que rouba cada vez mais tempo à preparação efectiva do trabalho lectivo, à reflexão necessária à ponderação de tantos aspectos que não são “contáveis” nem “contabilizáveis” na relação pedagógica com os alunos, são várias as questões que se nos colocam, que o tornam injusto e impraticável, não valorizando, mas penalizando, de facto, o trabalho dos docentes.
Não se questiona a necessidade da avaliação do desempenho e considera-se de grande importância que esta questão seja debatida, a nível nacional, por todos os seus intervenientes na busca de um Modelo justo e amplamente discutido e aceite pelos docentes.
Questiona-se, sim, que a avaliação de desempenho e a progressão na carreira dos docentes seja baseada em itens, como o abandono escolar (directamente ligado ao background sócio-económico e familiar do aluno), o sucesso alcançado (sem ter em consideração que cada aluno e turma têm as suas especificidades) e a avaliação final dos alunos (da responsabilidade do Conselho de turma e não do docente em si) .
Questiona-se, também, o tipo de avaliação preconizada, isto é, entre pares. Qualquer especialista em avaliação aponta, como princípio básico, que NUNCA a avaliação deve ser efectuada por pares, pois é geradora de conflitos e de mal-estar entre colegas, de uma carga maior de parcialidade, podendo criar desigualdades e injustiças entre avaliados:
- a maioria dos avaliadores não recebeu formação adequada para avaliar os seus pares, não tem qualquer experiência a esse nível, não vai ser avaliado, como previsto, por um inspector, existindo também a situação de vários avaliadores serem de grupos disciplinares diferentes dos avaliados, não ficando garantida a equidade e justiça necessárias a um processo de avaliação;
- a avaliação dos professores vai ser realizada por outros professores, parte pessoalmente interessada na avaliação dos seus colegas. Se existem quotas para as classificações mais elevadas, que garantia de isenção e justiça nos pode merecer a avaliação feita? As observações de aulas e apreciação de materiais apresentados não serão feitas com base na amizade/inimizade pessoal? Quantos “ajustes de contas” se realizarão ao abrigo deste modelo de avaliação?
Não esquecer que, fruto dos critérios estabelecidos no primeiro Concurso de Acesso a Professor Titular, a carreira foi dividida em dois patamares, a dos “professores titulares” e a dos “professores”, valorizando-se apenas a ocupação de cargos nos últimos sete anos, independentemente de qualquer avaliação da sua competência pedagógica, científica ou técnica e certificação da mesma. Ficaram de fora muitos professores com currículos altamente qualificados, com anos de trabalho dedicado ao serviço da educação e com investimento na sua formação pessoal, gerando nas escolas muitas injustiças. Criaram-se nas escolas situações incríveis como, por exemplo, alguns avaliadores possuírem formação científico-pedagógica e académica inferior à dos avaliados.
Questiona-se, ainda, a quantidade e variedade de reuniões, planos, relatórios, grelhas, dossiers, portefólios e todo um conjunto de documentos que burocratizam todo o processo e afastam os professores da função científico-pedagógica inerente à sua profissão, para além de lhes aumentar descontroladamente a carga horária que fica muito acima das trinta e cinco horas semanais de trabalho.
Questiona-se essa carga horária, não apenas no número de horas previsto para o trabalho individual, que é manifestamente insuficiente face à quantidade de tarefas que se exige, desde a planificação às estratégias, à elaboração e correcção de todo o tipo de testes, à reformulação do trabalho, mas também às horas previstas para os avaliadores planificarem, acompanharem, observarem, reflectirem, avaliarem (quarenta e cinco minutos por semana) e serem, ainda, coordenadores de Departamento, Directores de Turma, Membros da Comissão de Avaliação, participarem no Conselho Pedagógico ou noutras comissões, para além de serem, também, docentes das suas turmas, com todo o trabalho a isso inerente. E que dizer do facto da delegação de competências estar agora dependente da publicação do orçamento de estado…?
Estas e muitas outras questões, que estão subjacentes a este Modelo, levam a que os docentes desta Escola estejam solidários e concordantes num sentimento comum de desagrado e total discordância do mesmo, decidindo solicitar ao Conselho Pedagógico:
1 – uma tomada pública de posição contra o Modelo de Avaliação preconizado pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008;
2 – que exija ao Ministério da Educação a suspensão imediata de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação preconizada por este modelo, enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enfermam o referido modelo de avaliação não forem clarificadas e corrigidas por parte do ME, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do desempenho profissional dos seus agentes;
3 – que se cumpra rigorosamente o horário de trabalho fixado por lei, respeitando também escrupulosamente, as suas diferentes componentes;
4 – a ampla divulgação desta Moção a favor da Suspensão da aplicação do Modelo de Avaliação.
Escola Secundária de Severim de Faria, 24 de Outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A falsa avaliação por pares
Diz a ministra da Educação que a avaliação dos professores é uma avaliação por pares.
Só é na aparência!
A partir do momento em que se dividiu artificialmente a carreira em duas, criando uma carreira de professores titulares e outra de professores, os que eram pares deixaram de o ser institucionalmente.
Para mais ninguém acredita nos fundamentos dessa divisão em duas carreiras. Não está legitimada face às funções de um professor, dada a arbitrariedade de se contar apenas com os cargos exercidos nos últimos sete anos.
Ainda por cima, com as quotas para a classificação de Muito Bom e Excelente, que permitem uma mais "rápida" progressão na carreira, exceptuando os que estão no último escalão que não ganham nada, fomenta-se a concorrência directa entre avaliadores e avaliados, pois apenas alguns na mesma escola podem ter as classificações mais altas.
E, como se pode falar em avaliação por pares, quando alguém de um grupo de recrutamento avalia outros de outro grupo? Referindo casos concretos (não estando em causa a pessoa), como é que um professor de Educação Tecnológica, com uma formação de base em Técnicas Agrícolas, avalia um professor de Matemática? Ou um professor de Economia que avalia professores de Filosofia? Ou um de Educação Física que avalia outro de Educação Visual?
Só na cabeça de alguns é que isto pode ser avaliação por pares.
Valerá a pena mudar o dicionário?
Não seria preferível mudar de governo? Ou, pelo menos, escolher alguém com bom senso?
Só é na aparência!
A partir do momento em que se dividiu artificialmente a carreira em duas, criando uma carreira de professores titulares e outra de professores, os que eram pares deixaram de o ser institucionalmente.
Para mais ninguém acredita nos fundamentos dessa divisão em duas carreiras. Não está legitimada face às funções de um professor, dada a arbitrariedade de se contar apenas com os cargos exercidos nos últimos sete anos.
Ainda por cima, com as quotas para a classificação de Muito Bom e Excelente, que permitem uma mais "rápida" progressão na carreira, exceptuando os que estão no último escalão que não ganham nada, fomenta-se a concorrência directa entre avaliadores e avaliados, pois apenas alguns na mesma escola podem ter as classificações mais altas.
E, como se pode falar em avaliação por pares, quando alguém de um grupo de recrutamento avalia outros de outro grupo? Referindo casos concretos (não estando em causa a pessoa), como é que um professor de Educação Tecnológica, com uma formação de base em Técnicas Agrícolas, avalia um professor de Matemática? Ou um professor de Economia que avalia professores de Filosofia? Ou um de Educação Física que avalia outro de Educação Visual?
Só na cabeça de alguns é que isto pode ser avaliação por pares.
Valerá a pena mudar o dicionário?
Não seria preferível mudar de governo? Ou, pelo menos, escolher alguém com bom senso?
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Sísifo e o absurdo
Sísifo foi condenado a empurrar uma pedra até ao cimo da montanha. Quando estava perto, a pedra rolava e ele tinha que voltar a fazer sempre o mesmo.
Segundo Camus o absurdo exige revolta.
domingo, 26 de outubro de 2008
Cresce o número de escolas a contestar este modelo de avaliação

Recebi uma lista de escolas que já aprovaram moções ou tomaram atitudes colectivas a contestar este modelo e este processo de avaliação. São elas:
Agrupamento de Escolas de Alvide (Cascais), Escola Secundária de Montemor-o-Novo, Escola Secundária D.Manuel Martins (Setúbal), Escola Secundária do Monte da Caparica, Agrupamento de Escolas de Maceira, Agrupamento de Escolas D. Carlos I,Escola Secundária/3 Raínha Santa Isabel, Estremoz, Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, Pinhal, Novo Escola Secundária/3 de Barcelinhos, Escola Secundária Augusto Gomes Matosinhos, Agrupamento de Escolas de Ovar, Escola de Eugénio de Castro (Coimbra), Escola Secundária D.João II (Setúbal), Professores de Chaves, Agrupamento de Ourique, Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro), Escola Secundária Jaime Magalhães Lima (Aveiro), Agrupamento de Armação de Pêra, Escola Alice Gouveia (Coimbra), Escola Secundária da Amadora, Agrupamento Vertical Clara de Resende (Porto), Escola de Arraiolos, Escola Secundária Dr. Júlio Martins (Chaves), Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, Agrupamento de Escolas de Vouzela, Agrupamento de Escolas do Forte da Casa, Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Vila Real), Escola Secundária da Amora, Escola EB 2,3 Dr. Rui Grácio, Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão, Escola Manuel da Fonseca de Santiago do Cacém, Escola Martins de Freitas –Coimbra (pedido de suspensão deste modelo de avaliação), Processo de avaliação parado na Ferreira Dias (Cacém), Agrupamento de escolas de Oliveirinha.
E, ou me engano muito, a tendência vai ser para aumentar em progressão geométrica.
É tempo de a ministra pensar um pouco nisto.
Mas afinal o que é que queria? Queria provar que isto é um povo de gente submissa que aceita tudo?
Todo este afogamento em papéis e reuniões, perda de direitos, bloqueio de carreiras, tentativas de impôr o silêncio, desnorteamento, estava no programa de governo?
O que é querem?
Primeiro bloqueiam a carreira da maior parte. Depois põem as pessoas como Tântalo cheio de sede e fome, rodeado de água e frutos.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A revolta do quotidiano
Há pouco decidi fazer outra coisa: Voltar a outro quotidiano e não andar sempre a pensar em papéis e no que os outros decidem:
Vou ler mais um capítulo do livro de Hannah Arendt: As origens do totalitarismo.
Vou ler mais um capítulo do livro de Hannah Arendt: As origens do totalitarismo.
A literacia. "Para além da Branca de Neve"
Dia 23 de Outubro, em Évora:
II Seminário FORBEV – “PARA ALÉM DA BRANCA DE NEVE: Literacia(s) e aprendizagem na biblioteca escolar”
ver em http://www.evora.net/bpe/inicial5.htm
O tema é fundamental por duas razões essenciais:
- A primeira, e mais importante, é a necessidade de ler, de analisar, sintetizar, produzir novos textos, dar um passo mais além, espantar-se com as coisas que se lêem, mudar o rumo.
- A segunda, é que não basta ler "estórias"; há que interpretar o mundo, compreender os problemas das ciências, excitar a curiosidade sobre tudo.
Lá estaremos.
PS. Ainda há uma terceira, a longo prazo. Se o pessoal começar a ler, a reflectir ... há muito mais probabilidades de termos ministros, primeiros-ministros, deputados, empresários ... que sejam um pouco melhores do que esta gente que manda arrogantemente em nós.
II Seminário FORBEV – “PARA ALÉM DA BRANCA DE NEVE: Literacia(s) e aprendizagem na biblioteca escolar”
ver em http://www.evora.net/bpe/inicial5.htm
O tema é fundamental por duas razões essenciais:
- A primeira, e mais importante, é a necessidade de ler, de analisar, sintetizar, produzir novos textos, dar um passo mais além, espantar-se com as coisas que se lêem, mudar o rumo.
- A segunda, é que não basta ler "estórias"; há que interpretar o mundo, compreender os problemas das ciências, excitar a curiosidade sobre tudo.
Lá estaremos.
PS. Ainda há uma terceira, a longo prazo. Se o pessoal começar a ler, a reflectir ... há muito mais probabilidades de termos ministros, primeiros-ministros, deputados, empresários ... que sejam um pouco melhores do que esta gente que manda arrogantemente em nós.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A ilusão da Internet
Prefiro não ser optimista nem pessimista. Mas costumo fazer um exercício para ver as coisas de maneiras diferentes. Nisso, dou razão aos processos da Igreja Católica em relação à causa dos santos (a questão dos resultados não interessa agora). Inventou-se o advogado do diabo, aquele que aponta todos os pecados da pessoa antes da canonização esperada. É preciso tentar ver as coisas por outro ponto de vista.
A difusão, a discussão (menor do que parece) pela internet pode tornar-se uma ilusão. Recebo todos os dias mensagens sobre a situação dos professores, frequentemente repetidas. O que me parece é que se funciona muito em círculos quase fechados. Os que enviam são quase os mesmos que recebem. E, às tantas, funcionam com códigos menos acessíveis a outros.
Sente-se a ilusão que toda a gente está a ouvir.
Duvido!
Há que demonstrar a outros os factos, as razões, utilizar diferentes formas de levar as mensagens, mostrar que os problemas não são só deste grupo específico, mas que interessam a mais gente e que todos, ou quase todos, podem pagar as consequências do irracionalismo.
A internet é um meio, é mais um meio eficaz e fundamental nos nossos dias, mas necessita de ser alargada. Mas também há outros, chamados tradicionais. É preciso que funcione o diálogo, que o problema seja visto como necessário e urgente para todos ou quase.
E é, ou não fosse a educação um dos problemas fundamentais dos nossos dias. Não sou eu que o digo, não são só os discursos dos governos, são a OCDE, a ONU e, diga-se, quem acha que se deve resolver problemas para além da passividade e dos preconceitos.
A difusão, a discussão (menor do que parece) pela internet pode tornar-se uma ilusão. Recebo todos os dias mensagens sobre a situação dos professores, frequentemente repetidas. O que me parece é que se funciona muito em círculos quase fechados. Os que enviam são quase os mesmos que recebem. E, às tantas, funcionam com códigos menos acessíveis a outros.
Sente-se a ilusão que toda a gente está a ouvir.
Duvido!
Há que demonstrar a outros os factos, as razões, utilizar diferentes formas de levar as mensagens, mostrar que os problemas não são só deste grupo específico, mas que interessam a mais gente e que todos, ou quase todos, podem pagar as consequências do irracionalismo.
A internet é um meio, é mais um meio eficaz e fundamental nos nossos dias, mas necessita de ser alargada. Mas também há outros, chamados tradicionais. É preciso que funcione o diálogo, que o problema seja visto como necessário e urgente para todos ou quase.
E é, ou não fosse a educação um dos problemas fundamentais dos nossos dias. Não sou eu que o digo, não são só os discursos dos governos, são a OCDE, a ONU e, diga-se, quem acha que se deve resolver problemas para além da passividade e dos preconceitos.
Novo blogue da Biblioteca da Esc. Sec. Severim de Faria
Texto inicial do blogue http://fariaconversas.blogspot.com/
Finalmente começámos este blogue. Estamos em fase de experiência e queremos sugestões e, sobretudo, participação. Está aberto a todos os membros da comunidade escolar que queiram escrever textos sobre livros, filmes, música … Queremos uma biblioteca viva em que os leitores digam o que pensam sobre esta ou aquela história, sobre um teatro que viram ou de que fizeram parte, um texto seu que gostariam que fosse mais conhecido ou comentado, uma experiência científica que os tenha levado a pensar mudar as coisas, reflexões sobre o mundo ou esta cidade, factos que pensem dever ser divulgados.
O mais importante é construir. Por isso pedimos que escrevam com o vosso próprio estilo, mesmo que achem que outros escrevem melhor. Certamente serão mais apreciados assim, porque se exprimem com autenticidade e com o colorido próprio de cada um. Quem sabe o que poderá sair daqui, que novas vozes se farão ouvir nos próximos tempos?
As regras são mínimas, passam sobretudo pelo respeito pelos outros, pela forma de estar de cada um, no respeito pela diferença de opiniões, pelas normas de convivência em democracia.
Enviem os textos para bibliofaria@gmail.com e verão que após os vossos, outros mais hão-de vir.
Finalmente começámos este blogue. Estamos em fase de experiência e queremos sugestões e, sobretudo, participação. Está aberto a todos os membros da comunidade escolar que queiram escrever textos sobre livros, filmes, música … Queremos uma biblioteca viva em que os leitores digam o que pensam sobre esta ou aquela história, sobre um teatro que viram ou de que fizeram parte, um texto seu que gostariam que fosse mais conhecido ou comentado, uma experiência científica que os tenha levado a pensar mudar as coisas, reflexões sobre o mundo ou esta cidade, factos que pensem dever ser divulgados.
O mais importante é construir. Por isso pedimos que escrevam com o vosso próprio estilo, mesmo que achem que outros escrevem melhor. Certamente serão mais apreciados assim, porque se exprimem com autenticidade e com o colorido próprio de cada um. Quem sabe o que poderá sair daqui, que novas vozes se farão ouvir nos próximos tempos?
As regras são mínimas, passam sobretudo pelo respeito pelos outros, pela forma de estar de cada um, no respeito pela diferença de opiniões, pelas normas de convivência em democracia.
Enviem os textos para bibliofaria@gmail.com e verão que após os vossos, outros mais hão-de vir.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Anedotas
Não sou muito dado a contar anedotas mas agora lembrei-me de uma antiga de um presidente do Brasil nos tempos da ditadura.
Dizia ele:
Quando eu cheguei a presidente, o Brasil estava a um passo do abismo. Mas comigo deu um passo em frente.
Dizia ele:
Quando eu cheguei a presidente, o Brasil estava a um passo do abismo. Mas comigo deu um passo em frente.
Entrevista com a ministra da Educação III
Vários professores referem-se à escola como parques de estacionamento. Muitos criticam as funções que hoje se lhes exigem e não são de natureza pedagógica...
Felizmente, temos muitos professores que reconhecem, aceitam, querem e consideram que estas são formas de valorizar a escola.
E muitos que se queixam das centenas de papéis que têm de preencher.
Os professores e a escola têm autonomia para avaliar os papéis e a carga burocrática. Quais são os papéis dispensáveis? Se a escola considerar que há papéis dispensáveis, os papéis que protegem o professor, que protegem o aluno, que protegem os pais, que adopte procedimentos mais simples.
Comentário: Tem razão. Afinal quem inventou o papel foram os chineses.
Novidade: Afinal os professores apoiam a ministra. A sua fonte de informação deve ser a mesma dos professores com 4 horas.
Felizmente, temos muitos professores que reconhecem, aceitam, querem e consideram que estas são formas de valorizar a escola.
E muitos que se queixam das centenas de papéis que têm de preencher.
Os professores e a escola têm autonomia para avaliar os papéis e a carga burocrática. Quais são os papéis dispensáveis? Se a escola considerar que há papéis dispensáveis, os papéis que protegem o professor, que protegem o aluno, que protegem os pais, que adopte procedimentos mais simples.
Comentário: Tem razão. Afinal quem inventou o papel foram os chineses.
Novidade: Afinal os professores apoiam a ministra. A sua fonte de informação deve ser a mesma dos professores com 4 horas.
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