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quinta-feira, 30 de julho de 2009

A catedral de Miranda do Douro






Faz impressão como se fez uma catedral neste local e com esta dimensão.
Se a província de Trás-os-Montes já era periférica, Miranda ainda mais em relação aos centros de decisão, isto é, Lisboa. Imagine-se uma viagem até lá, antes da chegada do comboio e num país sem estradas. Veja-se também as arribas do Douro e o que elas seriam antes de haver barragens.
E lá está este edifício imenso, como para mostrar aos espanhóis, e a todos em geral, que aqui também mandava o Altar e o Trono.
Uma catedral do século XVI, uma igreja-salão para todos ouvirem a mesma voz e interiorizarem o mesmo ritual, como na de Portalegre, por exemplo.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pax Iulia






Pax Julia no tempo dos romanos, em memória de César que pacificou os revoltosos autóctones, Baja dos tempos islâmicos, Beja ainda.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Claustro de Santa Bárbara. Convento de Cristo.

O Baphomet







No claustro de Santa Bárbara, do Convento de Cristo em Tomar, antigamente reservado aos freires da Ordem de Cristo, herdeiros dos templários.
Obra de João de Castilho.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Igreja de S. Francisco em Évora


Continuo ainda a ter alguma dificuldade em compreender por que é que algumas das igrejas e conventos franciscanos eram dos maiores e mais ricos. É certo que existem as ordens primeira, segunda e terceira, com muitas subdivisões, desde os que continuam mendicantes, aos leigos ou até freiras em reclusão.
Mas S. Francisco despiu-se literalmente de tudo o que poderia herdar e coerente com as suas ideias, na época quase heréticas, vivia na pobreza.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Abóbada da igreja de S. Francisco, em Évora



Igreja ou capela real de S. Francisco. A maior abóbada do final do gótico contruída em Portugal.
No Sul de França e Catalunha há umas parecidas. Mas nesta igreja há também uns elementos mouriscos nacionais.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mausoléu em Mértola






Foi recentemente descoberto, durante obras na rua, em Mértola, o que parece ser um mausoléu do séc. VI. Disseram-me também que foram encontradas inscrições em grego, o que não admira, dado que em lápide junto à antiga basílica paleo-cristã também já tinha aparecido outra na mesma língua. Além disso o grego era uma das mais importantes línguas francas do Mediterrâneo e o Império Bizantino continuava a ser uma grande potência.
E era do Oriente que vinha a luz.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ciudad Rodrigo e os monstros


Ciudad Rodrigo, bem perto de Portugal, também tem os seus monstros na catedral.
Na Idade Média eram representados. Hoje, também alguns se representam.
É interessante este nome Rodrigo que, aliás, é nome de vários reis de Leão e, por sua vez dos visigodos. Do lado de cá, também temos Figueira de Castelo Rodrigo, Castelo Rodrigo. No fundo uma mesma região (de Riba-Côa), dividida entre dois estados.

domingo, 16 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Esta semana é decisiva



As basófias de algumas pessoas, minimizando a manifestação de professores, valem o que valem. Já são poucos, muito poucos os idiotas do costume, os que não vêm nada além dos seus preconceitos e sectarismo arrogante.

A ministra já está praticamente sozinha na sua arenga. Bem pode dar entrevistas a dizer que os professores que pedem a reforma são os que só trabalhavam 8 horas e que há muitos professores que concordam com esta avaliação e que não se impressiona com mega-manifestações. Não se impressiona ela, mas preocupam-se os cidadãos em Portugal, que são os que interessam e que estão preocupados com a mediocridade e irresponsabilidade desta política. O dinheiro dos contribuintes não pode ser desbaratado pela incúria e teimosia. O descrédito é inegável e o seu poder está a diminuir drasticamente. Já ninguém acredita no que diz, nem na sua equipa de aplicadores autistas de projectos imprescindíveis e sem alternativa, interpretados em terceira mão, como se fossem descobertas inovadoras.

Há quem diga que de gente imprescindível estão os cemitérios cheios. E está mais que provado que este ministério, como está, com o que não deixa fazer (ensinar), só serve para empatar o ensino.
Há sempre alternativas e esta equipa ministerial já estragou muita coisa e já não está lá a fazer nada, a não ser estragos.
A Assembleia da República e o Presidente da República têm que actuar.

Os professores não podem esperar só por uma greve para as calendas de Janeiro. E não basta pedir a suspensão. É preciso que todos e cada um se vinculem a uma tomada de posição consequente.

Há que fazer já, como nesta escola:

a Assembleia-geral de Professores da Escola Secundária Eça de Queirós, da Póvoa de Varzim, reunida em 4 de Novembro de 2008, toma a decisão de SUSPENDER A SUA PARTICIPAÇÃO EM TODA E QUALQUER INICIATIVA RELACIONADA COM A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO do Pessoal Docente, criada pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro e demais legislação subsidiária, pela defesa da qualidade do ensino e do prestígio da escola pública.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Senhora de Aires. Viana do Alentejo




Imagens da Senhora de Aires.
A romaria é bastante antiga, ligada aos caminhos da transumância.
No tempo de D. João V reformou-se a igreja. É o barroco no seu esplendor.
No interior o baldaquino faz lembrar, em menor escala, o da catedral de S. Pedro, em Roma.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Rodes. Lembranças de tempos em que as culturas coexistiam








Igrejas católicas da Ordem dos Hospitalários, mesquitas com minaretes, igrejas ortodoxas, casas de judeus, muçulmanos e cristãos.
Acima e mais antigo, Apolo, o deus do Sol e da Razão.
Era assim o Mediterrâneo.




segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Conceição de Tavira




Conceição de Tavira.
Um outro Algarve bem perto da praia. Portal manuelino.
A ordem de Santiago de Espada bem presente.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tavira. Telhados de tesouro


Telhados de tesouro (de quatro águas) em Tavira. Segundo Orlando Ribeiro são de influência indiana (goesa). Estas gentes noutros tempos circulavam por todo o lado. Tinham negócios no Norte de África ( e tal como os de lá também pirateavam), na Índia, no Brasil, andavam na pesca do bacalhau ... Os Corte Real que teriam descoberto a costa do Canadá eram de Tavira.
O rio (?) aqui chama-se Gilão. Mais a montante chamam-lhe Asseca. Numa placa na ponte da via do Infante aparece o nome rio Séqua. Quem ler esse nome pode pensar que é de origem latina. Simplesmente quem pôs a placa não ligou à população, presumindo talvez que fossem uns ignorantes analfabetos. Ora as pessoas têm razão: asseca, acéquia, é uma palavra de origem árabe que significa curso de água.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mértola e a memória islâmica



Após a reconquista, Mértola ficou sob o domínio da Ordem de Santiago, constituindo-se numa comenda. Os cavaleiros espatários impuseram o cristianismo romano e esforçaram-se por banir tudo o que fosse diferente da sua religião, nomeadamente da cultura e civilização islâmica.

No entanto, ainda no século XV encontramos em Mértola uma situação quase “escandalosa”, do ponto de vista da Ordem, em relação a práticas religiosas. Na visitação efectuada pela Ordem de Santiago em 1482, constata-se o estado em que se encontrava a Igreja Matriz que, para além da degradação ou ausência de alfaias litúrgicas, estava em parte sem cobertura. Mas, mais interessante, é o facto de os moradores ainda continuarem a rezar voltados para Meca, isto é, o altar mor estava no lugar do mirhab, a que o autor chama alcaram, situação com que o visitador não contemporiza.


12. Item achamos que os altares que aguora estam na dicta igreja, scilicet ho altar moor e onde está ho Sacramento nom estam em boom logar, pollo qual mandamos em virtude d'obidiencia ao comendador moor que mude o dicto altar moor onde estava ho alcaram que hé no meyo das naves da igrreja e hé pera onde nace o ssoll onde per dereito (Fl. 6r) deve d'estar. E o sacrario se porá dentro no oco da torre em cima do altar moor e huum retavolo em cima delle


Parece também que muitos moradores ou não assistiam ao ofício divino ou simplesmente ficavam em "palratórios" do lado de fora da Igreja.


22. Item mandamos ao dito priol ou cura que amoeste todos seus freguesses que aos domingos e festas principaees estêm a todo oficio devino dentro na igreja e nom fora em palrratorios, sô pena d'escomunhom
18. Item lhe mandamos que em cad'huum anno faça confessar e comungar todos seus frreguesses amoestando-os em suas estaçõees e os que comtumazes forem os denuncie e nom dires missa com elles e mandá-los-es em Rol a Dom Priol em cad'huum anno até Pinticoste pera averem correiçom e vos amandar a maneira que nelo tenhaes que seja a serviço de Deus e bem das suas almas .

in João Simas, O Rio e os Homens ... pág. 95

Jesus em Alcoutim











Igreja Matriz de Alcoutim.
Geralmente encontramos Cristo na cruz. Nesta igreja vemos Jesus em várias idades e como Salvador do Mundo.
A igreja é essencialmente de meados do século XVI e tem um número assinalável de imagens e colunas com capitéis variados.
A ordem de Santiago também mandou por aqui.